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15/05/2009 | Brasil expande negócios na China
No dia 19 de maio, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) inaugura seu primeiro Centro de Negócios Brasileiro na Ásia. Localizado em Pequim, na China, o espaço terá 340 m2 e capacidade para abrigar mais de 20 empresas, em ambiente fechado ou coletivo (dividido por baias). Há, ainda, salas de reunião wireless e ambiente para realizar pequenas recepções. O Centro não disponibiliza armazém para estoque de mercadoria, pois já foi constituído dentro do novo conceito de atender o empresário com foco na geração de negócios, por meio de apoio técnico, segundo a Apex-Brasil.

Mercado prioritário
Um estudo elaborado pela Apex-Brasil destaca que o tamanho e o dinamismo da economia chinesa têm atraído cada vez mais inve stidores estrangei ros. Em 2007, a China foi a principal receptora de investimentos externos, com US$ 79 bilhões injetados em sua economia. "A China é um país estratégico e um mercado prioritário para o Brasil", ressalta Alessandro Teixeira, presidente da Apex-Brasil.

Para os próximos dez anos uma grande expansão do consumo é esperada, guiada pela combinação do aumento dos salários, maiores lucros e ampliação do investimento governamental em áreas rurais, segundo o levantamento. Estima-se que o número de famílias ganhando mais de US$ 5 mil por ano cresça 24%. Cerca de 5,8 milhões de famílias chinesas já possuem o estilo "ocidental" de consumo, com renda superior a US$ 10 mil por ano.

Nos últimos onze anos houve acentuado aumento no fluxo comercial entre Brasil e China. Entre os US$ 905 milhões exportados pelo Brasil para a China em 1998 e os US$ 16,4 bilhões exportados em 2008 houve uma variação de 1.712%. Já entre o US$ 1 bilhão importado pelo Brasil da China em 1998 e os US$ 9,788 bilhões de 2008, houve acréscimo de 878,8%.
Contudo, analisando o valor agregado das exportações brasileiras à China, observa-se que do total comercializado pelo Brasil ao país, em 2008, somente 6,6% são de produtos manufaturados. Desta forma, pode-se concluir que os produtos brasileiros de alto valor agregado não estão consolidados no mercado chinês, seja por motivos de falta de competitividade, dificuldades de acesso ao mercado, baixo conhecimento de mercado ou ausência de política de promoção do produto.

"Com os Centro de Negócios, a Apex-Brasil negocia condições diferenciadas para o exportador, diminuindo os custos e aumentando a competitividade das empresas", afirma Teixeira. "A exportação, quando trabalhada isolada, é cara, difícil e complexa. Mas, orientados, os empresários brasileiros podem organizar ofertas e demandas, reduzindo custos".

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